Atentado no aeroporto de Cabul deixa mais de 170 mortos durante evacuação do Afeganistão
- Blog Nova Síntese
- 26 de ago. de 2021
- 2 min de leitura
Ataque reivindicado pelo Estado Islâmico ocorreu em meio à retirada das tropas estrangeiras e agravou a crise humanitária no país.
Um atentado terrorista deixou mais de 170 mortos e centenas de feridos nesta quinta-feira (26) nas proximidades do aeroporto internacional de Cabul, capital do Afeganistão. O ataque aconteceu durante as operações de evacuação de civis e estrangeiros após a retomada do poder pelo Talibã no país.
A explosão ocorreu em um dos acessos ao aeroporto, onde milhares de pessoas se reuniam na esperança de conseguir deixar o Afeganistão. Entre as vítimas estavam civis afegãos, além de militares estrangeiros que participavam da operação de retirada.
Autoridades confirmaram que pelo menos 13 soldados dos Estados Unidos também morreram no ataque.
Ataque reivindicado pelo Estado Islâmico
O atentado foi reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico – Província de Khorasan, braço regional do Estado Islâmico que atua no Afeganistão e em países vizinhos.
Segundo informações divulgadas por autoridades internacionais, o ataque foi realizado por um homem-bomba que detonou explosivos próximo a um dos portões do aeroporto, conhecido como Abbey Gate, onde milhares de pessoas aguardavam autorização para entrar.
O grupo afirmou que o atentado tinha como alvo militares americanos e forças que participavam da evacuação.
Caos durante a evacuação
Desde a queda de Cabul para o Talibã em agosto de 2021, milhares de pessoas passaram a se concentrar no aeroporto da cidade tentando fugir do país.
Diplomatas, trabalhadores humanitários, jornalistas e cidadãos afegãos temiam perseguições ou represálias sob o novo regime. Diversos países organizaram operações emergenciais para retirar seus cidadãos e colaboradores locais.
O atentado aumentou ainda mais o clima de tensão e medo entre os civis que aguardavam uma chance de embarcar em voos de evacuação.
Reação internacional
Líderes mundiais condenaram o ataque e prometeram continuar as operações de retirada apesar da ameaça de novos atentados.
O então presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, declarou que os responsáveis pelo atentado seriam perseguidos e responsabilizados. Poucos dias depois, forças americanas realizaram ataques aéreos contra membros do grupo extremista no Afeganistão.
Especialistas alertaram que o episódio demonstrava o alto nível de instabilidade no país após o fim da presença militar estrangeira.











