Estudos alertam para risco de evasão escolar e impacto bilionário na economia
- Blog Nova Síntese
- 1 de jun. de 2021
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Brasília — Estudos divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Unibanco e pelo Insper acendem um alerta sobre os efeitos da pandemia na educação brasileira. Segundo as projeções, o aumento da evasão escolar e as perdas de aprendizagem podem gerar um impacto de até R$ 700 bilhões na economia brasileira ao longo das próximas décadas.
O levantamento considera o período de escolas fechadas, o ensino remoto emergencial e as desigualdades de acesso à internet e a equipamentos adequados para estudo.
Risco de evasão e retrocesso educacional
De acordo com os pesquisadores, o prolongado afastamento das salas de aula elevou significativamente o risco de abandono escolar, especialmente entre estudantes do ensino médio e das camadas mais vulneráveis da população.
Além da evasão, o déficit de aprendizagem preocupa especialistas. A interrupção do ensino presencial e as dificuldades do ensino remoto podem comprometer habilidades fundamentais em matemática e língua portuguesa, impactando o desempenho futuro dos alunos no mercado de trabalho.
Impacto econômico de longo prazo
Os R$ 700 bilhões estimados refletem perdas potenciais de produtividade e renda ao longo da vida desses estudantes. Em termos práticos, menos anos de estudo e menor qualidade educacional tendem a reduzir salários futuros e, consequentemente, a arrecadação de impostos e o crescimento econômico do país.
Especialistas destacam que a educação é um dos principais motores do desenvolvimento econômico. Portanto, retrocessos nessa área podem ampliar desigualdades sociais já existentes.
Necessidade de políticas públicas
Os estudos recomendam a adoção de políticas públicas urgentes para mitigar os danos causados pela pandemia. Entre as propostas estão programas de busca ativa para alunos que abandonaram a escola, reforço escolar intensivo e investimentos em infraestrutura digital.
O alerta reforça a necessidade de articulação entre governos estaduais, municipais e federal para evitar que a crise sanitária se transforme em uma crise educacional permanente, com reflexos diretos no futuro econômico do Brasil.







