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Marcelo Queiroga presta segundo depoimento à CPI da Pandemia e reforça defesa do governo

  • Foto do escritor: Blog Nova Síntese
    Blog Nova Síntese
  • 8 de jun. de 2021
  • 2 min de leitura

Brasília — O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, presta nesta terça-feira (8) seu segundo depoimento à CPI da Pandemia no Senado Federal. Convocado para esclarecer pontos considerados contraditórios em sua primeira oitiva, o ministro adotou um tom técnico e buscou reforçar a atuação da pasta no enfrentamento à Covid-19, em meio a questionamentos crescentes sobre decisões do governo federal durante a crise sanitária.

Durante a sessão, Queiroga procurou desvincular o Ministério da Saúde de declarações polêmicas feitas anteriormente por integrantes do governo e reafirmou que a vacinação em massa é a principal estratégia para conter o avanço do vírus no país. Ele destacou a ampliação na distribuição de doses aos estados e municípios e reiterou que o Brasil já garantiu contratos suficientes para imunizar a população ainda em 2021.



Pressão dos senadores

Senadores da base independente e da oposição concentraram perguntas sobre a demora na aquisição de vacinas, especialmente as negociações com a farmacêutica Pfizer em 2020, além da postura do governo em relação ao uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19. Queiroga foi questionado também sobre a permanência de orientações divergentes dentro do próprio governo, como o incentivo ao chamado “tratamento precoce”.

Em diversos momentos, o ministro afirmou que sua gestão é pautada pela ciência e que não há recomendação formal do Ministério da Saúde para o uso de medicamentos sem comprovação científica. Apesar disso, evitou confrontar diretamente declarações anteriores do presidente da República, mantendo discurso alinhado à defesa institucional do Executivo.



Máscaras e medidas sanitárias

Outro ponto sensível foi a orientação sobre o uso de máscaras e medidas de distanciamento social. Queiroga reafirmou que o ministério recomenda o uso de máscaras e segue as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), mas ponderou que decisões sobre restrições cabem a governadores e prefeitos, reforçando o argumento de autonomia federativa adotado pelo governo federal ao longo da pandemia.



Clima político

O segundo depoimento ocorre em um momento de alta tensão política, com o país ultrapassando a marca de 470 mil mortes pela Covid-19. A CPI busca apurar eventuais omissões e responsabilidades do governo federal na condução da crise sanitária.

Ao final da sessão, o ministro manteve a postura de defesa das ações da pasta e afirmou que seguirá colaborando com as investigações. O desdobramento do depoimento poderá influenciar os próximos passos da comissão, que já sinaliza a convocação de outros integrantes do governo e de representantes de empresas envolvidas nas negociações de vacinas.

A CPI deve retomar os trabalhos nos próximos dias, com novos depoimentos previstos em uma agenda que segue movimentando o cenário político em Brasília.

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