Presidente do Haiti, Jovenel Moïse, é assassinado em sua residência
- Blog Nova Síntese
- 7 de jul. de 2021
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O presidente do Haiti, Jovenel Moïse, foi assassinado na madrugada desta quarta-feira (7) em sua residência oficial, localizada na capital Porto Príncipe. A informação foi confirmada pelo primeiro-ministro interino do país, que classificou o crime como um “ato odioso, desumano e bárbaro”.
De acordo com autoridades haitianas, homens armados invadiram a casa presidencial durante a madrugada e efetuaram disparos contra o chefe de Estado. A primeira-dama também ficou ferida no ataque e foi hospitalizada.
País mergulha em crise institucional
O assassinato de Moïse ocorre em meio a um cenário de forte instabilidade política e social no Haiti. O país já enfrentava protestos, denúncias de corrupção e questionamentos sobre a legitimidade do mandato presidencial.
Jovenel Moïse governava por decreto desde 2020, após o adiamento de eleições legislativas e a dissolução do Parlamento. A oposição defendia que seu mandato havia terminado em fevereiro de 2021, enquanto ele sustentava que tinha direito a permanecer no cargo até 2022.
Com a morte do presidente, o Haiti entra em um período de incerteza institucional. O governo declarou estado de sítio, ampliando os poderes das forças de segurança para tentar controlar a situação.
Repercussão internacional
Líderes de diversos países e organismos internacionais condenaram o assassinato e pediram estabilidade democrática no Haiti. A comunidade internacional acompanha com preocupação os desdobramentos, temendo agravamento da violência e da crise humanitária no país caribenho.
O Haiti, a nação mais pobre das Américas, já enfrentava sérios desafios econômicos, além de problemas estruturais e insegurança crescente. O assassinato do presidente aprofunda o clima de tensão e levanta dúvidas sobre o processo de transição de poder.
Investigação em andamento
As autoridades haitianas informaram que iniciaram imediatamente as investigações para identificar os responsáveis pelo crime. Informações preliminares apontam que o grupo envolvido no ataque seria composto por estrangeiros, mas detalhes ainda estão sendo apurados.
O assassinato de Jovenel Moïse marca um dos episódios mais graves da história recente do Haiti. O país agora enfrenta o desafio de restaurar a ordem institucional em meio a um cenário de instabilidade política e social que já se arrastava há meses.






