Rússia é suspensa do Conselho de Direitos Humanos da ONU após votação histórica
- Blog Nova Síntese
- 7 de abr. de 2022
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A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou nesta quinta-feira (07/04/2022) a suspensão da Rússia do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em resposta às denúncias de violações graves de direitos humanos durante a Invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.
A decisão foi tomada após uma votação entre os países membros da ONU, realizada na sede da organização em Nova York. A medida foi motivada principalmente pelas recentes denúncias e imagens divulgadas após a retirada das tropas russas de cidades próximas a Kyiv, incluindo a cidade de Bucha, onde civis foram encontrados mortos nas ruas.
Decisão inédita na ONU
A suspensão de um país do Conselho de Direitos Humanos é considerada uma medida rara dentro das Nações Unidas. Para que a decisão fosse aprovada, foi necessária uma maioria qualificada entre os países que compõem a Assembleia Geral.
Diversos governos afirmaram que as denúncias de possíveis crimes de guerra e violações de direitos humanos exigiam uma resposta firme da comunidade internacional.
Diplomatas de vários países defenderam que a permanência da Rússia no conselho seria incompatível com as acusações que estão sendo investigadas por organizações internacionais e grupos de direitos humanos.
Reações internacionais
Após a votação, autoridades da Ucrânia classificaram a decisão como um passo importante para responsabilizar possíveis abusos cometidos durante o conflito.
Por outro lado, o governo russo criticou duramente a decisão e afirmou que a votação
foi motivada por pressões políticas de países ocidentais. Moscou declarou ainda que considera a suspensão um ato ilegítimo e parte de uma campanha contra o país.
Líderes de países da União Europeia e dos Estados Unidos apoiaram a decisão, argumentando que o Conselho de Direitos Humanos deve manter padrões claros de responsabilidade e respeito aos direitos fundamentais.
Impactos diplomáticos
A suspensão da Rússia representa mais um capítulo no isolamento diplomático enfrentado pelo país desde o início da invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022.
Especialistas em política internacional apontam que a decisão pode aumentar a pressão internacional por investigações independentes sobre possíveis crimes cometidos durante o conflito.
Enquanto isso, a guerra na Ucrânia continua, com combates em diversas regiões do país e crescente preocupação da comunidade internacional com a crise humanitária.


