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Senado aprova projeto que criminaliza a misoginia no Brasil

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    Blog Nova Síntese
  • há 2 dias
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Foto: reprodução
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O Senado Federal do Brasil aprovou, em plenário, o Projeto de Lei nº 896/2023, que propõe incluir a misoginia — definida como o ódio, desprezo ou aversão às mulheres — na Lei de Crimes de Preconceito. A proposta representa um avanço significativo no combate à violência de gênero e agora segue para análise na Câmara dos Deputados do Brasil.


O que muda com o projeto?

Caso seja aprovado também pelos deputados, o projeto passará a tratar a misoginia como crime de preconceito, equiparando-a a outras formas já previstas na legislação, como racismo e discriminação religiosa.


Na prática, isso significa que atitudes, discursos e comportamentos que incentivem ou promovam o ódio contra mulheres poderão ser enquadrados legalmente, com punições previstas em lei. O objetivo é ampliar a proteção jurídica e reforçar o enfrentamento à violência estrutural de gênero no país.



Contexto e importância da medida

A aprovação no Senado ocorre em um cenário de crescente debate sobre violência contra a mulher no Brasil. Casos de feminicídio, assédio e violência psicológica continuam sendo desafios graves enfrentados pela sociedade.


Especialistas apontam que a inclusão da misoginia na legislação pode ajudar não apenas na punição, mas também na conscientização social, tornando mais explícito que o ódio contra mulheres não é tolerado.


Além disso, a medida pode fortalecer políticas públicas voltadas à igualdade de gênero e à proteção dos direitos das mulheres.



Próximos passos

Após a aprovação no Senado, o projeto segue para a Câmara dos Deputados, onde será discutido e votado. Caso aprovado sem alterações, seguirá para sanção presidencial.


Se houver mudanças, o texto retorna ao Senado para nova análise.



Debate público

A proposta tem gerado discussões entre juristas, políticos e a sociedade civil.


Enquanto muitos defendem a iniciativa como essencial para combater a violência de gênero, outros levantam questionamentos sobre a definição jurídica de misoginia e sua aplicação prática.


Independentemente das divergências, o avanço do projeto no Congresso Nacional reforça a centralidade do tema na agenda pública brasileira.

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