Manifestações tomam capitais do país contra o governo federal
- Blog Nova Síntese
- 19 de jun. de 2021
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Diversas capitais brasileiras registraram neste sábado (19) manifestações contra o governo do presidente Jair Bolsonaro. Os atos reuniram milhares de pessoas em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Recife e Porto Alegre.
Os protestos tiveram como principais pautas a aceleração da vacinação contra a Covid-19, a ampliação do auxílio emergencial e pedidos de impeachment do presidente. Organizados por centrais sindicais, movimentos sociais e partidos de oposição, os atos também contaram com a participação de cidadãos sem filiação partidária.
Vacinação e crise sanitária
Em meio ao avanço da pandemia e ao número elevado de mortes no país, manifestantes cobraram maior agilidade na compra de vacinas e criticaram a condução da crise sanitária pelo governo federal. Cartazes com frases como “Vacina no braço” e “Fora Bolsonaro” foram vistos em diferentes capitais.
No momento das manifestações, o Brasil ultrapassava a marca de 490 mil mortes por Covid-19, enquanto a campanha de imunização avançava de forma desigual entre estados e municípios.
Atos nas principais cidades
Na Avenida Paulista, em São Paulo, milhares de pessoas ocuparam a via ao longo da tarde. No Rio de Janeiro, o ato ocorreu no Centro da cidade. Em Brasília, manifestantes se concentraram na Esplanada dos Ministérios. Em todas as capitais, houve reforço no policiamento para garantir a segurança e organizar o trânsito.
De acordo com organizadores, os atos foram majoritariamente pacíficos. Autoridades locais não registraram ocorrências graves até o fim do dia.
Repercussão política
Os protestos ampliam a pressão sobre o governo federal em um momento de forte desgaste político, agravado pelas investigações conduzidas pela CPI da Pandemia no Senado Federal. Parlamentares da oposição defenderam que as manifestações demonstram insatisfação popular crescente, enquanto aliados do governo minimizaram o impacto político dos atos.
Novas mobilizações já são articuladas por organizadores para as próximas semanas, mantendo o cenário político em tensão em meio à crise sanitária e econômica enfrentada pelo país.


