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📖 Resenha Crítica – Anne de Avonlea

  • Foto do escritor: Blog Nova Síntese
    Blog Nova Síntese
  • 22 de jan.
  • 2 min de leitura

Depois do encantamento arrebatador de Anne de Green Gables, Anne de Avonlea, de Lucy Maud Montgomery, nos convida a permanecer — e amadurecer — em Avonlea. Se no primeiro livro conhecemos a menina sonhadora de tranças ruivas e imaginação indomável, aqui encontramos uma jovem professora aprendendo que crescer não significa abandonar a fantasia, mas refiná-la.


Foto: Reprodução
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🌿 O amadurecimento sem perder a poesia

Anne agora é responsável: ensina na escola da vila, ajuda Marilla e tenta equilibrar idealismo com realidade. Ainda assim, sua essência permanece intacta. A autora constrói essa transição com delicadeza. Não há rompimento brusco entre infância e juventude; há continuidade.

Montgomery escreve com uma sensibilidade quase tátil. Ao descrever os campos de Avonlea, o vento atravessando as macieiras, ou as tardes douradas na varanda, sentimos que o mundo é maior — e mais bonito — do que costumamos enxergar na pressa do cotidiano.

“A vida é digna de ser vivida, desde que possamos sonhar.”

Essa é a força do livro: ele nos lembra que sonhar não é fuga, é alimento da alma.




🍰 A atmosfera que desperta os sentidos

Poucos livros conseguem despertar os cinco sentidos como Anne de Avonlea. Há cenas em que quase sentimos o cheiro dos bolos recém-assados, do pão quente saindo do forno, das tortas de maçã fumegantes nas cozinhas de Avonlea.

Montgomery descreve as refeições como rituais de afeto. Não é apenas comida — é cuidado, é pertencimento, é comunidade.

Enquanto lemos, quase conseguimos ouvir o tilintar das xícaras, o riso ecoando pelas casas, o farfalhar das saias correndo pelos campos.

E isso cria algo raro: imersão emocional completa.


Foto: reprodução
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💛 Personagens que parecem reais

A galeria de personagens continua encantadora. Marilla, com seu amor silencioso. Diana, fiel como sempre. E até os alunos da escola, cada um com suas travessuras, dão cor à narrativa.

Anne, agora professora, enfrenta pequenos desafios que revelam algo maior: aprender a ensinar é também aprender sobre si mesma.

“Não é o que o mundo guarda para você, mas o que você traz para ele que faz a diferença.”

Essa frase ecoa como uma filosofia de vida.


Foto: reprodução
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✨ A imaginação como resistência

O ponto mais forte do livro, em minha leitura, é a defesa sutil da imaginação. Anne cresce, mas não abandona sua capacidade de transformar o ordinário em extraordinário.

Quando ela olha para uma paisagem, não vê apenas árvores e colinas. Vê possibilidades. Histórias. Romance. Beleza escondida.

E isso contagia o leitor.

Ao terminar o livro, não somos mais os mesmos. Passamos a olhar pela janela com mais atenção. A reparar nas cores do entardecer. A valorizar conversas simples.


Foto: reprodução
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🌸 Conclusão

Ler Anne de Avonlea é como passar uma tarde em um campo florido: não há pressa, apenas beleza.

É um livro que conforta, inspira e aquece o coração. Que nos faz lembrar da importância de cultivar jardins — tanto os reais quanto os interiores.

E, ao fechar a última página, sentimos algo raro: vontade de ser melhores.


Foto: reprodução
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