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🍃 Resenha Crítica – Anne de Windy Poplars

  • Foto do escritor: Blog Nova Síntese
    Blog Nova Síntese
  • 24 de jan.
  • 3 min de leitura

Entre a formação universitária e o casamento, há um intervalo precioso na vida de Anne — e é exatamente ali que Anne de Windy Poplars nos conduz. Nesta obra de Lucy Maud Montgomery, encontramos uma Anne mais madura, mas ainda fiel à sua sensibilidade vibrante.

Escrito em forma de cartas para Gilbert, o romance tem um tom mais íntimo. Não acompanhamos apenas acontecimentos — acompanhamos pensamentos, silêncios, frustrações e pequenas vitórias. É um livro sobre resistência delicada.


Foto: reprodução
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🌬️ O cenário que respira junto com a protagonista

Windy Poplars não é apenas uma casa; é um refúgio. É quase possível ouvir o vento atravessando as janelas, sentir o cheiro das flores do jardim, observar o pôr do sol tingindo as paredes antigas.

Montgomery descreve os cenários com tamanha ternura que conseguimos caminhar por eles. A cidade de Summerside ganha vida com suas ruas, seus segredos, suas tensões sociais. Nada é apressado — cada espaço tem alma.

Ao ler, sentimos:

  • O ranger do assoalho antigo

  • O perfume das rosas no verão

  • O frio suave das noites na Ilha

  • O calor das tardes silenciosas

A natureza continua sendo personagem silenciosa, moldando emoções e marcando o tempo.

“A vida é feita de pequenas coisas que, juntas, tornam-se grandiosas.”

E é exatamente isso que o cenário nos ensina: há beleza no detalhe.


Foto: reprodução
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💌 A emoção nas entrelinhas

O formato epistolar (em cartas) cria uma proximidade rara. É como se estivéssemos lendo o diário secreto de Anne.

Há momentos de solidão. Decepção. Conflitos com figuras conservadoras da comunidade — especialmente as temidas “Pringles”. A tensão social é sutil, mas presente. Anne, agora diretora de escola, enfrenta resistência e preconceito.

E aqui vemos seu amadurecimento real.

Ela aprende que nem todos serão conquistados com charme imediato. Aprende a esperar. A agir com inteligência emocional.

“Nem todas as batalhas precisam ser vencidas com força; algumas são vencidas com paciência.”

Essa Anne não é mais apenas sonhadora — ela é estratégica, firme, mas sem perder a doçura.


Foto: reprodução
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🌸 Cenas marcantes

Há momentos que permanecem:

  • A convivência afetuosa com Rebecca Dew e Kate e Chatty, que trazem leveza e humor.

  • As descrições das estações mudando, simbolizando as fases emocionais de Anne.

  • Os pequenos conflitos escolares que revelam o peso da responsabilidade.

  • As cartas carregadas de saudade de Gilbert — cheias de amor contido e esperança.

Nada é grandioso no sentido épico. Mas tudo é intenso no sentido humano.

E isso nos toca profundamente.


🌿 O amadurecimento que nos molda

O que mais marca em Anne de Windy Poplars é a transformação silenciosa.

Anne aprende que:

  • Nem todos gostam de nós.

  • Nem sempre podemos agradar.

  • Crescer exige firmeza.

  • A sensibilidade não é fraqueza — é força.

Lucy nos mostra que o amadurecimento não acontece apenas por grandes perdas ou paixões avassaladoras. Às vezes, ele nasce da rotina, da persistência, das pequenas humilhações superadas com dignidade.

E enquanto Anne amadurece, nós também amadurecemos.

Passamos a refletir sobre como lidamos com críticas. Sobre como reagimos à rejeição. Sobre o quanto mantemos nossa essência diante das pressões sociais.


🍁 A escrita que nos envolve

Montgomery tem uma habilidade rara: ela escreve com suavidade, mas provoca profundidade.

A linguagem é delicada, porém firme. Há humor sutil, ironia elegante, sensibilidade constante.

É um livro menos movimentado que outros da série, mas talvez mais introspectivo. Ele não corre — ele permanece.


Foto: reprodução
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📚 Análise Crítica

Anne de Windy Poplars pode surpreender leitores que esperam grandes eventos. A estrutura em cartas torna a narrativa mais fragmentada, porém mais emocionalmente honesta.

É um livro sobre:

  • Espera

  • Construção de caráter

  • Solidão suportável

  • Amor paciente

Se há uma crítica possível, talvez seja o ritmo mais lento. Mas essa lentidão é intencional — ela espelha o próprio processo de amadurecimento.


Foto: reprodução
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✨ Conclusão

Ler Anne de Windy Poplars é como sentar à janela em uma tarde ventosa e refletir sobre a própria vida.

É um livro que nos ensina que a força pode ser gentil. Que a firmeza pode ser graciosa. Que o crescimento pode ser silencioso.

Lucy não escreve apenas sobre Anne. Ela escreve sobre nós — sobre os momentos em que precisamos permanecer fiéis a quem somos, mesmo quando o mundo sopra contra.

E quando fechamos o livro, sentimos algo sereno:

Estamos um pouco mais fortes. Um pouco mais sensíveis. E muito mais atentos à beleza que insiste em florescer — mesmo no vento. 🌿



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